sábado, 28 de setembro de 2013

Nas dependências da ausência





O Pedro era daqueles caras que você se apaixona logo de cara. Não tinha uma beleza que atraía olhares por onde passava, mas tinha aquela outra beleza, a que eu costumo chamar de "beleza perigosa". Daquelas que se crava a mente, cria-se raízes... inesquecível. Portador do sorriso mais sincero e do olhar penetrante capaz de levar a insônias infinitas.
Nos apaixonamos. Ele era aquele homem que toda mulher gostaria de ter ao seu lado. Atencioso, prestativo, carinhoso e outros adjetivos mil. Mas, como nada na vida é perfeito, Pedro tinha o pior dos defeitos. Gostava de ser ausência. A pior ausência é aquela imposta. Não aquela necessária, mas aquela que começa como uma brisa e se torna por fim uma tempestade.Nunca entendi o motivo de sua ausência. Nunca entendi se era comigo o problema. A gente não conversava mais. A tempestade fora tamanha que eu precisei tomar uma decisão.  Por mais que eu tentara negar, tomou conta de mim por completo.Depois de várias tentativas vãs de perguntar o motivo, consegui uma que finalmente mudou tudo.
Pedro me disse que estava cansado. Que estava confuso. Que não sabia mais o que sentia por mim. Um filme de imagens, palavras, passou pela minha mente. Típico de toda mulher insegura ao ouvir isso o acusei de ter conhecido outra mulher, mas ele se negou. Disse que o problema era com a gente e como não sabia o que fazer, se ausentava.
Não disse mais nada ao ouvir aquilo, apenas que gostaria de ficar sozinha porque precisava pensar. Um gesto covarde de quem não sabe o que fazer é se ausentar. É tomar emprestado o silêncio pela miséria de atitudes. Pedro se tornou definitivamente, ausência.
                                                                                     *

Se passaram 6 meses quando tenta uma reaproximação.
- Oi, como você está?
-Oi. Tem ficado mais fácil Pedro se é o que quer saber.
-Calma, apenas perguntei se...
O interrompi no mesmo instante em que seus lábios estavam prestes a pronunciar algo que eu já estava cansada de saber. O que ele queria?
-... se eu estava bem e blá blá blá. Já respondi.
Algo devia ser feito e eu sabia disso. Olhamos-nos entre olhares confusos, vazios, distantes. Olhares que esperavam respostas, porém sem perguntas. Ainda conseguia sentir as faíscas que nós dois causavam quando juntos. Pra minha integridade mental eu sabia que deveria ficar longe.

Seja lá o motivo pelo qual ele se cansou de nós, hoje eu não quero mais saber. 
O tempo resolve o que precisa resolver. E o buraco que ele deixou, foi fechado.As cicatrizes que se formaram com a ausência dele, só me revelou aquilo que eu já sabia: ausência imposta não é atitude de quem se ama. E se ele não me amou ou não pôde me amar,eu não perdi absolutamente nada, pelo contrário, aprendi que pra que um novo amor chegue, o antigo precisa ir.


Simony Thomazini





sexta-feira, 12 de julho de 2013



Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.

Simony Thomazini


Ela está cansada demais pra esperar. Cansada demais pra ter esperanças. Cansada demais pra recomeçar. Cansada demais pra chorar.Cansada demais pra gritar. Ela está cansada. Cansada de ver o mundo girar e nada sair do lugar. Ela só quer partir pra longe. Sair sem rumo. Estar ausente. Ela precisa que o ar puro entre novamente em seus pulmões. Precisa acreditar que algo seja capaz de fazê-la mudar. Refazer seus hábitos. Despoluir seu coração. Que a vida não se repita diariamente. Que o caos permaneça do lado de fora. Ela quer acreditar no amor,mesmo que ele pareça ter deixado de acreditar nela. Ela quer buscar forças escondidas no escuro e frio do seu coração. Lá onde o terreno é infinito. Lá onde o bem e o mal impera. Lá, onde tudo responde. Lá, onde ele ele se refugiou sob armaduras duras. Ela só quer poder amar de novo.

Simony Thomazini


Posso parecer estranha a olhos desconhecidos. Posso ser mal interpretada pelo comportamento reservado, mas a verdade é que quando o silêncio impera sobre mim, estou acontecendo por dentro. Pessoas julgam o tempo todo sem conhecer. Rotulam, criticam sem saber as causas do comportamento. Não sabem que quem julga o outro, sempre tem alguma coisa pra esconder. Pra mim, nada muda. Podem me julgar o quanto quiserem, ninguém tirará o direito que eu tenho em buscar a minha a paz através do meu silêncio.


Simony Thomazini

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Estou de volta!

Estou de volta!

Fazia muito tempo em que não aparecia por aqui, mas agora voltei pra ficar!


Beijos.

domingo, 28 de agosto de 2011


Não adianta eu ficar angustiada porque o telefone emudeceu. Porque tudo a minha volta perdeu o sentido repentinamente. Pra que? Isso é desespero. E sim, eu reconheço esse desespero e preciso que cesse imediatamente. É como o processo de um drogado em abstinência. E a sua voz ao telefone, seriam suficientes para aliviar o desespero do vazio. E então cogito a idéia: E se de repente o telefone tocasse? Aliviaria de momento minha angústia, mas depois tudo voltaria como era antes, e num futuro próximo estarei aqui de novo, sentada e patética esperando o telefone tocar. Como num ciclo vicioso, sem fim.

Sii Thomazini


Eu amei essa garota mais do que qualquer coisa neste mundo. Eu vivi, morri com ela mais de uma vez, perdoei e fui perdoado milhares de vezes. Eu não sei porque chega a hora de dizer adeus. Não sei se é porque nós não somos capazes de outras soluções. Só sei que é triste, triste, muito triste.

Go - Nick Farewell


O que poderia reavivar esse amor que já virou água? A minha voz embargada, que vira eco sem fim, em que madrugada poderia dizer que despertarei da minha infnita insônia? E, embriagado de sonho, sem saber se estava sonhando ou dormindo, eu ainda procuraria por seu rosto por muitos anos, mas desta vez sabendo que não é mais possível.

Go - Nick Farewell

domingo, 21 de agosto de 2011



“Eu carrego comigo uma caixa mágica onde eu guardo meus tesouros mais bonitos. Tudo aquilo que eu aprendi com a vida, tudo o que eu ganhei com o tempo e que vento nenhum leva (…) O pouco é muito pra mim. O simples é tudo que cabe nos meus dias. Eu vivo de muitas saudades. E quem se arrebenta de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos e flashes de eternidade.”

Caio Fernando Abreu

sábado, 13 de agosto de 2011

O último adeus



Dedico a Jheime. A melhor prima que poderia ter existido.


O que é a morte? Porque ela chegou primeiro a você? Porque nos deixou sentindo tanto? Porque nos deixou com ininterruptas interrogações, dúvidas sobre a vida e sobre nossa existência aqui na Terra?

Você se foi cedo demais. Você era a vitalidade, a força, o caminho, o brilho. Você brilhou prima, brilhou em meu coração e na vida de muitos.
Você partiu de nossas vidas deixando-nos com saudades e com a lembrança doce de sua presença. Dói não viver num mundo sem você. Dói não ouvir mais o som bom do seu sorriso. Dói vê-la agora sem vida presa a um caixão.
Os bons morrem jovens. E você querida prima partiu pra sempre sem ao menos nos despedir. Quero que saiba onde quer que esteja que guardarei a melhor e mais doce lembrança da nossa amizade, do nosso tempo juntas, mesmo que curto, e de tudo que você representava.
Não a esqueceremos jamais!
Vá em paz, ADEUS e onde quer que esteja vele por nós.
Amo você!
Sua prima

Simony Ornellas Thomazini