sexta-feira, 12 de julho de 2013



Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.

Simony Thomazini


Ela está cansada demais pra esperar. Cansada demais pra ter esperanças. Cansada demais pra recomeçar. Cansada demais pra chorar.Cansada demais pra gritar. Ela está cansada. Cansada de ver o mundo girar e nada sair do lugar. Ela só quer partir pra longe. Sair sem rumo. Estar ausente. Ela precisa que o ar puro entre novamente em seus pulmões. Precisa acreditar que algo seja capaz de fazê-la mudar. Refazer seus hábitos. Despoluir seu coração. Que a vida não se repita diariamente. Que o caos permaneça do lado de fora. Ela quer acreditar no amor,mesmo que ele pareça ter deixado de acreditar nela. Ela quer buscar forças escondidas no escuro e frio do seu coração. Lá onde o terreno é infinito. Lá onde o bem e o mal impera. Lá, onde tudo responde. Lá, onde ele ele se refugiou sob armaduras duras. Ela só quer poder amar de novo.

Simony Thomazini


Posso parecer estranha a olhos desconhecidos. Posso ser mal interpretada pelo comportamento reservado, mas a verdade é que quando o silêncio impera sobre mim, estou acontecendo por dentro. Pessoas julgam o tempo todo sem conhecer. Rotulam, criticam sem saber as causas do comportamento. Não sabem que quem julga o outro, sempre tem alguma coisa pra esconder. Pra mim, nada muda. Podem me julgar o quanto quiserem, ninguém tirará o direito que eu tenho em buscar a minha a paz através do meu silêncio.


Simony Thomazini

quinta-feira, 11 de julho de 2013