domingo, 28 de agosto de 2011



O que poderia reavivar esse amor que já virou água? A minha voz embargada, que vira eco sem fim, em que madrugada poderia dizer que despertarei da minha infnita insônia? E, embriagado de sonho, sem saber se estava sonhando ou dormindo, eu ainda procuraria por seu rosto por muitos anos, mas desta vez sabendo que não é mais possível.

Go - Nick Farewell

domingo, 21 de agosto de 2011



“Eu carrego comigo uma caixa mágica onde eu guardo meus tesouros mais bonitos. Tudo aquilo que eu aprendi com a vida, tudo o que eu ganhei com o tempo e que vento nenhum leva (…) O pouco é muito pra mim. O simples é tudo que cabe nos meus dias. Eu vivo de muitas saudades. E quem se arrebenta de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos e flashes de eternidade.”

Caio Fernando Abreu

sábado, 13 de agosto de 2011

O último adeus



Dedico a Jheime. A melhor prima que poderia ter existido.


O que é a morte? Porque ela chegou primeiro a você? Porque nos deixou sentindo tanto? Porque nos deixou com ininterruptas interrogações, dúvidas sobre a vida e sobre nossa existência aqui na Terra?

Você se foi cedo demais. Você era a vitalidade, a força, o caminho, o brilho. Você brilhou prima, brilhou em meu coração e na vida de muitos.
Você partiu de nossas vidas deixando-nos com saudades e com a lembrança doce de sua presença. Dói não viver num mundo sem você. Dói não ouvir mais o som bom do seu sorriso. Dói vê-la agora sem vida presa a um caixão.
Os bons morrem jovens. E você querida prima partiu pra sempre sem ao menos nos despedir. Quero que saiba onde quer que esteja que guardarei a melhor e mais doce lembrança da nossa amizade, do nosso tempo juntas, mesmo que curto, e de tudo que você representava.
Não a esqueceremos jamais!
Vá em paz, ADEUS e onde quer que esteja vele por nós.
Amo você!
Sua prima

Simony Ornellas Thomazini

terça-feira, 2 de agosto de 2011




" Ao final passei a crer em algo  que eu chamo de "A física da procura".Uma força da natureza com leis tão reais quanto a lei da gravidade. As regras da Física da procura seria assim: se você tiver a coragem de deixar tudo o que é familiar e conhecido desde a sua casa até antigos ressentimentos para partir numa jornada em busca da verdade interna ou externa e se dispuser a encarar tudo o que lhe acontecer como uma pista e aceitar todos que cruzarem o seu caminho como um mestre e se estiver preparada, acima de tudo para aceitar e perdoar realidades duras sobre si mesmo então, a verdade não lhe será negada."

Do filme: Comer Rezar Amar

domingo, 17 de julho de 2011

Ela.




Ela é todo mistério. Indecifrável. Um misto de emoções. Um misto de alucinações. Mimada diriam. Dramática e temperamental. Ela é todo desejo e todo tormento. Ela quando gosta, quer pra si, quer cudar de um jeito seu, peculiar, mas seguro. Ela não brinca, só quando pedirem. É generosa, sabe reconhecer. Sabe o caminho, mas muitas vezes não sabe como chegar. Usa atalhos. Escolhe o gosto mais ácido ao ócio. Tudo por adrenalina, tudo pra fazê-la voar. Sair do consenso, sair do convencional. Sair de si.  Ela quer mais do mesmo, mas nunca o mesmo. Ela quer sentir, quer tudo que possa tocar. Ela? Quer o avesso do avesso de si mesma.

Sii Thomazini


”Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que uma espectadora de mim mesma, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso. E assim me construo a ouros e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.”

Fernando Pessoa

Esse seu olhar...




Eu queria entender esse seu olhar. Juro, eu queria! Você me olha e me ama, como nunca fui amada antes. Mas quando fala, sinto o ódio por todos os poros da sua pele. Não entendo. Porque me ama, se me odeia? Ou seria, Porque me odeia se seus olhos revelam amor? Não entendo.
Palavras, olhares. Não há muito sentido nisso. Não há lógica, qualquer pessoa diria. Ou me ama, ou me odeia. Esse jogo não me interessa mais. Quero o inteiro, não a metade. Ninguém é feliz com metade. E metade por metade prefiro o nada. Que nada causa, nada perturba, nada, nada.

Simony Thomazini

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dama da noite



"Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo, garotão?
(...)...mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro.(...)Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada"

Caio Fernando Abreu

domingo, 10 de julho de 2011




Digo-lhe adeus
Sim, eu posso dizer.
Eu posso gritar, eu posso...
Quer ouvir?
A_D_E_U_S.
Lentamente, vagarosamente, cortando, dilacerando cada vestígio que resta aqui.
Não grito pra você ouvir.
Grito pra mim ouvir e repetir todas as vezes enquanto viver
Pra que a dor diminua a cada dia.
E pra que alguém do outro lado ouça e possa me salvar.


Simony Thomazini